Deu no mural da Thymus

O mural da Thymus Branding, consultoria de Ricardo Guimarães, traz um lembrete amargo para os CEOs: somos todos mortais. Lá você pode ler a história de Jerry Levin (foto), que já foi o todo-poderoso CEO da Time Warner, um dos maiores grupos de comunicação do mundo. No início do ano 2000, o grupo Time Warner foi comprado pela emergente America Online (AOL), o que provocou a demissão de Levin.

Em uma entrevista a uma jornalista, Levin assinalou que os dias seguintes à sua saída da Time Warner foram terríveis, pois além de uma grave depressão, ele se lembrou de coisas que preferia ter esquecido. A pior delas foi a morte do filho, que era professor de uma escola pública em Nova York, morto em um assalto.

Levin se lembra de que a morte do filho aconteceu em um momento difícil na Time Warner: “Fui ao enterro do meu filho e voltei ao trabalho no dia seguinte. Eliminei a dor, me refugiando no trabalho. Quando saí da Time Warner me perguntei se havia valido a pena ignorar a morte do meu filho por aquela empresa”, comenta ele.

Levin acredita que a fusão entre AOL e Time Warner fazia sentido, pois a Internet está se tornando uma mídia cada vez mais poderosa. No entanto ele assinala que o fracasso da fusão se deveu, entre outras coisas, a um profundo conflito cultural entre o pessoal da AOL e o pessoal da Time Warner, que jamais se entenderam. Triste, né?

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